‘Apadrinhados’ podem ser obrigados a devolver salário

Segundo o presidente da Comissão dos Direitos Municipais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Leonardo Militão, “tanto apadrinhados que foram nomeados como diretores e vice-diretores quanto o prefeito e a secretária de Educação (Mary Rita) podem responder juridicamente caso seja comprovado o desvio de função”.

“Se ficar comprovado que, além de estarem em desvio de função, esses funcionários nomeados como diretor e vice-diretor estão recebendo um salário maior do que a função que exercem, esse desvio pode ficar caracterizado como enriquecimento ilícito. Nesse caso, os servidores podem ser obrigados a devolver dinheiro. Além disso, o prefeito e o secretário podem responder por improbidade administrativa”, explicou.

Recorrente
Essa não foi a primeira vez que o governo de Carlaile Pedrosa usou recursos destinados à Educação para pagar apadrinhados políticos que estão trabalhando em outros setores.
Segundo o presidente do conselho municipal que fiscaliza a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em Betim, Leôncio Farias, no início deste ano, já foram comprovados que outros funcionários que estavam lotados na secretaria não estavam exercendo a função.

“Havia, por exemplo, uma recepcionista que trabalhava na Secretaria de Saúde recebendo pela Educação. Nós chamamos a secretária e pedimos que esse problema fosse resolvido. Na época, a secretária fez até devolução de recursos. Se o conselho identificar que esses pagamentos indevidos continuam, vamos cobrar uma posição da secretaria. Os recursos do Fundeb só podem ser usados para pagar funcionários que atuam na escola”.

Adicionar comentário

Este espaço é fornecido para que os internautas possam expressar suas opiniões sobre o artigo postado. Para outros comentários clique aqui.


Código de segurança
Atualizar

transparente