Volta às aulas nas escolas particulares tem adesão de até 70% em Betim

34-06-2021Foto: Ronaldo Silveira / O Tempo

Depois de ficarem 15 meses com as atividades suspensas por causa da pandemia, os primeiros dias do retorno das aulas presenciais nos dois primeiros colégios particulares da cidade que obtiveram autorização da prefeitura para que os alunos pudessem voltar a frequentar as unidades teve uma boa adesão.

Mesmo precisando se adaptarem com a rotina do ambiente escolar fora de casa e de terem que compreender os protocolos de segurança impostos, pais e alunos afirmaram que ficaram tranquilos de poderem retomar, nem que seja um pouco, com a “normalidade”.

Apesar de não poder mais acompanhar a filha, como de costume, até a sala de aula, em função da regras sanitárias, Regina Fernando, 40, mãe de Carolina, 7, que estuda no Colégio Elite, no bairro Bom Retiro, ficou tranquila em deixar a filha voltar a frequentar as aulas presenciais. “Aqui as crianças podem socializar e os professores percebem melhor as necessidades dos alunos. Eles estão sofrendo muito com esta situação e os pais estão sobrecarregados. Apesar de saber que a doença continua, estou tranquila, já que a escola nos passou todas as mudanças e orientações a serem seguidas”, disse.

Diretora do Elite, Mirian Almeida revelou que a taxa de adesão na instituição foi de 60%. Segundo ela, crianças, pais e educadores ficaram emocionados com a acolhida. “Muitos alunos estão adoecendo emocionalmente e psicologicamente. Está sendo emocionante este retorno, mas o senso de responsabilidade e os cuidados não foram deixados de lado. Voltamos, mas a pandemia não acabou. Por isso, estamos atentos ao cumprimento das normas de segurança”, frisou.

No Colégio Batista Mineiro, que fica no Jardim Petrópolis, a adesão foi ainda maior, chegando a 70%, segundo o diretor José Paulo da Silva. “Está sendo uma alegria muito grande poder voltar. No nosso caso, optamos por retornar com o modelo híbrido e tivemos uma adesão que chegou a 70%”, disse.

Sheila Saraiva, 33, mãe de três meninas que estudam na instituição, se disse tranquila em voltar com as aulas presenciais. “Percebi que o colégio está seguindo todos os protocolos de segurança e, por isso, me senti segura em deixar elas voltarem. A Júlia, que é minha filha mais velha, ficou muito feliz”, disse.

Até as 16h de quinta (10), 27 pedidos de retorno de aulas presenciais de instituições de ensino em Betim foram protocolados na prefeitura. Desse total, 13 foram vistoriados e tiveram parecer favorável da Vigilância Municipal, oito estão sanando pendências e seis têm vistorias em andamento. Já Procuradoria Geral do Município autorizou a volta às aulas de dois colégios e outros cinco pedidos estão em tramitação na pasta.

Critérios

Para que possam retomar as atividades, as instituições de ensino têm que abrir um processo administrativo no Protocolo Geral da prefeitura. O pedido deverá conter um documento detalhando as medidas de biossegurança a serem seguidas pelas unidades escolares para prevenção do contágio e contenção da propagação da Covid-19.

O documento é encaminhado para a Vigilância Sanitária Municipal, que analisa os dados e decide pelo deferimento ou não do pedido de retorno das aulas.

Caso o pedido seja autorizado, as instituições têm que assinar uma Termo de Ajustamento Municipal (TAM), que é encaminhado à Procuradoria Geral para posterior emissão do alvará de funcionamento das instituições.

“Se as instituições descumprirem as medidas de segurança estabelecidas pela prefeitura em decretos municipais e pelo plano Minas Consciente, do governo de Minas, podem sofrer sanções nas esferas cível e criminal, além de terem revogados o alvará de funcionamento das unidades”, disse Bruno Cypriano, procurador geral de Betim.

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