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Mulher finge estar morta para evitar ser assassinada em Betim

Depois de ter sido torturada por dois homens, uma mulher, de 26 anos, precisou fingir estar morta para evitar que fosse assassinada. A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo no braço direito e caiu no chão para simular a morte. Um dos torturadores ainda atirou mais uma vez contra a cabeça dela para “garantir” o óbito. O crime ocorreu por volta das 13h desta terça-feira (26), no bairro Monte Verde, em Betim. Willian Bento de Oliveira, de 24 anos, que a acompanhava, porém, não teve a mesma sorte e morreu depois de ter sido alvejado na cabeça.

O segundo disparo feito por um dos torturadores chegou a atingir a mulher na nuca, mas ela sobreviveu ao atentado e relatou o caso à Polícia Militar. Ela e Willian, conhecido como Gordinho, estavam em uma casa, em um local chamado de invasão São João, quando foram surpreendidos pela dupla.

Os homens falaram que estavam no local a mando de um traficante e exigiram de Willian que ele desse conta de uma mochila com grande quantidade de drogas. Como o homem não a entregou, a dupla começou a torturar ambos, fazendo cortes nos corpos deles a fim de conseguir informações.

Depois de torturá-los, a dupla os levou até um pasto, onde efetuou os disparos que acertaram a mulher no braço e na nuca. Willian também foi assassinado no local com vários disparos na cabeça. Ao perceber que a dupla não estava lá mais, a mulher gritou e foi socorrida pelos militares.

Ferimentos

O SAMU esteve no local e constatou que a mulher tinha ferimentos de bala no braço direito e na nuca, além de corte feito com uma arma branca. Ela foi levada para um hospital, onde está recebendo atendimento médico.

O óbito da outra vítima foi constatado no local, e o corpo dela foi encontrado com cortes nas costas, no rosto, no cotovelo e na boca, além de diversos disparos na cabeça e um na mão esquerda.

O pai de Willian esteve no local e o reconheceu. Segundo ele, nos últimos dias, recebeu diversos telefonemas por pessoas que procuravam pela tal mochila recheada de drogas.

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