Mesmo facultativo, 'passaporte' em Betim faz com que atrasados na vacinação procurem os postos

37-09-2021Foto: Prefeitura de Betim/Divulgação

Após anúncio da adoção do passaporte da vacina a partir desta segunda-feira (20), em Betim, houve uma corrida aos postos de saúde na cidade.

No começo de setembro, havia 10 mil moradores de Betim com a vacinação em atraso, que não tinham tomado nem a primeira nem a segunda dose de imunizante. Mas, com a possibilidade de ter que comprovar a imunização para entrar nos estabelecimentos da cidade, 5 mil desses moradores procuraram os centros de saúde para se vacinar.

Segundo a prefeitura, a procura pela vacina aconteceu entre os dias 6 de setembro, logo depois que a medida foi divulgada, e 10 de setembro, dia em que o município revogou o decreto que criava na cidade o passaporte obrigatório.

A decisão de revogar o decreto foi tomada após uma solicitação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Agora o passaporte será facultativo nos estabelecimentos a partir desta segunda-feira.

Os comerciantes que optarem por aderir ao passaporte devem realizar um cadastro na Procuradoria-Geral do Município.

Depois disso, será firmado um termo de ajustamento municipal para que estes locais sejam contemplados com a flexibilização de algumas normas de prevenção à Covid, como, por exemplo, um maior número de pessoas dentro do espaço.

Mais pessoas nos estabelecimentos
"O passaporte da vacina tem como foco os locais de grande movimentação e, principalmente, de longa permanência de pessoas. É uma medida opcional, que tem como objetivo oferecer mais segurança para frequentadores e funcionários dos estabelecimentos", disse a prefeitura.

O município disse ainda que o local que aderir deverá solicitar aos clientes, antes do acesso dos mesmos ao ambiente, um comprovante de vacinação contra a Covid-19, que pode ser o cartão de vacina impresso, com o registro da primeira ou das duas doses do imunizante, ou aplicativo/site do Conecte-SUS, que também computa as vacinas recebidas por cada cidadão.

Com isso, o espaço permite somente a entrada de pessoas que já foram vacinadas. Em troca, tem permissão do município para receber um número maior de clientes – no caso, o número máximo de pessoas que comporta, de acordo com laudo prévio do Corpo de Bombeiros (aquele necessário para emissão de alvará, em processo anterior à abertura do estabelecimento).

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