Deputado Estadual Ivair Nogueira

O deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB), anuncia em primeiro mão sua candidatura à Prefeitura Municipal de Betim na eleição de 2012, como uma terceira via para a cidade.

 O Estado vem enfrentando um grave problema com a greve dos professores estaduais. Como o senhor, enquanto representante público, e seus colegas, têm apresentado propostas para ajudar estes profissionais a chegarem num acordo com o governo estadual ou não há participação dos deputados dentro dessa greve?

Há sim, muita participação. Tivemos reuniões com a categoria, procuramos interlocutores do Governo, intermediamos entendimentos, cobramos atendimento às reivindicações justas pela valorização e reconhecimento da importância do profissional do Ensino.

Infelizmente, a questão esbarra em aspectos de responsabilidade fiscal, sem falar da falta de vontade política. Só para se ter uma ideia, a proposta de remuneração apresentada pelo Governo nem seus próprios representantes sabem apresentar justificativas plausíveis. Continuamos atentos, trabalhando, participando e tudo faremos para que a categoria não seja prejudicada, afinal, temos que pensar também nos pais e nos alunos. É preciso que os governantes tenham uma coisa em mente: a educação é a base de uma nação e como exemplo maior aí podemos citar a China e, porque não, Índia? Investir em Educação passa necessariamente pelo investimento no profissional.

 

 Como vêm sendo capitalizados os recursos para a nossa cidade e nosso Estado? Dentre os vários recursos, qual seria o de maior importância hoje para Betim?

Em cinco mandatos de deputado, sempre procurei trabalhar como parceiro dos governos municipais de Betim e das cidades que venho representando na Assembleia. Tenho comigo que somos adversários durante a disputa eleitoral, depois temos que colocar o município acima dos interesses partidários. Então, estou sempre procurando contribuir com os governos, hoje, no caso de Betim, com Maria do Carmo, como estive junto aos governos do Carlaile e do Jésus Lima. Sempre estive atento a tudo que poderia prejudicar ou beneficiar Betim, como estava atento quando iniciaram as discussões para alterar a lei Robin Hood. Com o meu empenho, conseguimos garantir para Betim, recursos superiores a R$ 100 milhões, ao ano. Assim, com este empenho, trabalhei para a conquista da alça-viária, para investimentos pela segurança-pública, educação, saúde, infra-estrutura, saneamento. Garanti benefícios para entidades assistenciais, a conquista de 18 kits telecentro, inúmeras ambulâncias, iluminação de campos de futebol, repasse de recursos para melhorias, ampliação e aquisição de equipamentos e matérias escolares. Trabalhei pelo aumento de varas cíveis na comarca de Betim, que precisam ser instaladas. Assim, venho trabalhando também para dezenas de municípios.

 

 A atual administração municipal não tem agradado a população betinense, hoje, como o senhor descreveria este cenário político que estamos vivendo onde faltam itens importantes como saúde, educação, segurança, entre outros?

Todo e qualquer governo é alvo de críticas. O cenário atual não é diferente do que vimos nos últimos 20 anos, a partir do momento em que a arrecadação do município começou a crescer vertiginosamente, assim como os problemas se multiplicando. Quando fui vice-prefeito no governo do Osvaldo Franco, nós desenvolvemos um plano de governo para que Betim – veja que coincidência – em 20 anos, estivesse completamente estruturada, oferecendo serviços de qualidade e garantindo oportunidade de uma vida melhor para todos. Queríamos que Betim fosse a 1ª cidade de Minas no novo milênio. Em seguida, assumi a Prefeitura e, em dois anos como prefeito, consegui dar início a este processo de construção de uma cidade compatível com o seu crescimento urbano e populacional. Construí dezenas de escolas, reformei e ampliei muitas outras, consegui a construção de escolas estaduais, totalizando a oferta de mais de 20 mil vagas para estudantes. Construí o primeiro Centro de Educação Infantil de Betim e a primeira escola técnica profissionalizante. Deixei o Hospital Regional construído até o terceiro pavimento e o prédio da Maternidade do Teresópolis pronta para funcionar. Construí o prédio da Prefeitura que hoje serve ao Fórum. Então, cumpri o plano e deixei Betim na rota de um processo de crescimento organizado, de qualidade. Só que, depois disso, os governos que se sucederam mostraram outra visão e deram outro foco aos investimentos. Betim cresceu? Cresceu. Houve avanços? Muitos. Mas faltou crescer com qualidade. 

 

 A violência cresceu assustadoramente na cidade nos últimos anos. Enquanto Deputado Estadual e representante de Betim na Assembleia, o que tem sido feito para minimizar este problema junto aos órgãos responsáveis, uma vez que o próprio deputado foi alvo duas vezes desta agressão?

Não é pelo fato de ter sentido na pele as consequências da violência urbana que venho trabalhando muito para melhorar a segurança pública em Minas, especialmente na minha cidade, Betim. Agora mesmo, tivemos, Maria Tereza e eu, mais um requerimento de audiência pública para avançar nas discussões sobre a segurança. E vamos continuar assim. Não podemos aceitar que Betim fique sem um novo Batalhão da PMMG. O que temos já não comporta a cobertura do nosso território de quase 500 mil habitantes e ainda tem que atender a outros municípios, inclusive, Ibirité, em sistema de plantões. Então, é aquilo que já falei. Os investimentos são feitos, mas sem a devida qualidade no direcionamento e nos resultados que se busca. Betim representa, hoje, quase 20% da arrecadação do Estado, o que é o bastante para contar com uma contrapartida generosa do governo mineiro, e não conta. Importante refletir: não se combate a violência. Combater a violência é guerrear. Violência se previne. Temos que inverter isto. O crime organizado - os criminosos - é que tem que combater a segurança pública. Como a segurança pública não se organiza, não se estrutura, o crime, então, só se previne, se fechando em morros, facções e territórios bem vigiados. É só inverter isso. Falta mais decisão, determinação, vontade política e qualidade nos investimentos. Falta mais Batalhão, corporação de Bombeiros, Delegacias melhor estruturadas, inclusive no contingente da equipe de trabalho e equipamentos. A Justiça precisa de uma sede própria, adequada, com número de varas condizente com o tamanho da comarca. Enfim, enquanto não se preocuparem em organizar e estruturar as forças de repressão e prevenção, estaremos aí, nos discursos, justificando o potencial do crime organizado e o sistema de segurança pública debilitado.

 

 Já se fala nos quatro canto da cidade que o senhor é um dos nomes para disputar as eleições de 2012, como candidato a prefeito, é verdade ou somente especulações?

Eu, inclusive, apresentei meu nome em encontro do PMDB em Betim. Sou candidato a candidato porque vejo que Betim precisa retomar as ações por uma verdadeira estruturação e organização urbana, oferecendo qualidade, tranquilidade e bem-estar aos seus moradores, nos quatro cantos da cidade. Depois que fui prefeito, em 93, deixei o cargo e, mais tarde, percebi que o eleitor betinense queria experimentar novas forças políticas. Então, respeitando esta intensão manifesta, procurei apoiar políticos que poderiam traduzir aquilo que eu queria de melhor para Betim. Segui como deputado, mas, como disse, depois das disputas, sempre procurando estar trabalhando, contribuindo para que Betim tivesse um bom governo. Experiências foram feitas e Betim ficou aí trocando as alternativas. Agora, quero apresentar as minhas propostas para que a população, em vez de alternativa, tenha mais opção de escolha.

 

 É verdade que um de seus filhos disputará uma cadeira na Câmara Municipal, nas eleições de 2012? Como o senhor vê esta decisão, ou seja, o senhor está apoiando ou acha que ainda é cedo para que um de seus herdeiros possa seguir o seu caminho?

Nada ainda está definido. É verdade que o Vítor manifestou o desejo de candidatar-se a vereador. Mas isto depende de muitos fatores e tem que ser definido dentro do partido. Ele tem este direito, como todo betinense, eleitor, que estiver dentro do que é exigido pela justiça eleitoral. Meu filho, hoje, é independente, trabalha, tem o seu rendimento e é senhor de suas atitudes. Como pai, dou conselhos e orientações. Se for candidato, terá o meu apoio, como todos os candidatos que estiverem conosco. Aproveito até para deixar uma mensagem para os jovens: aqueles que acompanham e gostam de política devem participar mais, como candidatos ou militantes. Precisamos formar e renovar sempre as lideranças. Quanto mais participarem, mais contribuirão para a gente conseguir promover as transformações necessárias em nossa sociedade, de olho em um futuro melhor para os cidadãos.

 

 O senhor tem uma trajetória política de dar inveja a muitos políticos da nossa cidade e de todo estado mineiro, a quem o senhor atribui este sucesso?

Sinto um orgulho saudável muito grande quando sou citado como exemplo de quem construiu uma trajetória política com coerência, transigência e sabedoria nas ações em favor das cidades, instituições e comunidades que representa. Isto é gratificante porque traz um sentimento de dever cumprido a cada missão desenvolvida. Em tudo, tenho a força e amparo de Deus. Em muita coisa, devo aos meus pais e irmãos, minha esposa e filhos. Tive a sorte de aprender muito com os saudosos Bio e Osvaldo Franco. Mas o que poucos sabem ou perceberam é que, quando fui prefeito de Betim, tendo que substituir Osvaldo Franco, eu era ainda um pouco inexperiente. Assumi a responsabilidade e consegui concluir a etapa do projeto que tínhamos para Betim. Consegui, porque contei com a confiança e o apoio de amigos e da população betinense. Ninguém duvidou, ninguém virou as costas. Isto, inclusive, foi determinante para me mostrar a melhor conduta na vida pública, procurando sempre contribuir para o sucesso das ações de uma administração pública, independente das diferenças político-partidárias. Antes de ser oposição, sou um deputado eleito pelo povo para estar a serviço deste povo. Temos que ser críticos quando é preciso, mas parceiros sempre que as ações são para o bem de todos. Com este raciocínio, entendo estar retribuindo o apoio e a confiança ao longo desta trajetória política.

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