Betim reabre museu Paulo Araújo para 8ª Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais

21-09-2021Foto: Prefeitura de Betim/Divulgação

Depois de um longo período fechado em razão das medidas de isolamento vigentes para conter a pandemia da covid-19, o museu Paulo Araújo Moreira Gontijo reabre, nesta terça-feira (14), as portas para visitação. É que o espaço recebe, até o fim de setembro, a exposição "Patrimônio Vivo", que poderá ser conferida de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A mostra, realizada pela Prefeitura de Betim, por meio da Secretaria Municipal de Arte e Cultura (Secult), integra a 8ª Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais, que, nesta edição, elegeu o tema “Caminhos do Patrimônio: contemporaneidade e novos horizontes”.

A exposição propõe a promoção dos detentores dos bens culturais imateriais de Betim como mediadores de seus saberes e suas experiências na cultura popular. Assim, a mostra apresenta depoimentos em fotos e vídeos de alguns representantes do congado, da Folia de Reis, da capoeira, da benzeção e das comunidades religiosas de matriz africana. Por meio dos relatos sobre as experiências vivenciadas durante a pandemia da covid-19, a exposição apresenta as diferentes formas de resistência dos patrimônios vivos e a manutenção de suas tradições nesse período.

“Nos últimos anos, o Museu Paulo Araújo Moreira Gontijo tem sido palco da cultura imaterial de Betim. Várias atividades foram promovidas em prol da proteção e difusão das manifestações culturais existentes na nossa cidade. Infelizmente, o museu teve que ficar fechado desde março de 2020 e, por isso, nada mais apropriado do que retomar as atividades oferecendo à população a exposição Patrimônio Vivo, que tanto valoriza nossa cultura imaterial”, destaca o secretário municipal de Arte Cultura, Gê Rodrigues.

O historiador da Secult e curador da exposição, André Bueno, ressalta que “as mudanças causadas pela pandemia impactaram bastante o campo do patrimônio cultural imaterial. O maior prejuízo pode ser observado, especialmente, nas relações entre os detentores de saberes culturais e a comunidade. As diversas formas de expressão dos seus saberes, como as atividades do congado, incluindo o Reinado do Rosário, a Folia de Reis, o Ofício da Benzeção, as rodas de capoeira e muitos rituais das comunidades religiosas de matriz africana foram suspensos. A exposição pretende, portanto, fazer com que a população reflita sobre o momento e valorize nossa história e nossos patrimônios”, conclui.

Além de incentivar o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio cultural imaterial, a participação de Betim nessa iniciativa do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) será considerada para pontuação e captação dos recursos do ICMS Patrimônio Cultural. Os valores serão investidos na conservação dos patrimônios histórico, artístico e cultural da cidade.

A exposição poderá será visitada até o fim de setembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no Museu Paulo Araújo Moreira Gontijo (avenida Governador Valares, 115. Centro). Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3593-1397. Vale ressaltar que os protocolos de biossegurança vigentes, como uso obrigatório de máscara, distanciamento entre os presentes, proteção dos funcionários, higienização do ambiente e disponibilização de álcool serão respeitados. Além disso, está liberada a permanência de cinco pessoas por vez no salão da exposição.

A Jornada

A Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais ocorre desde 2009 e foi inspirada na experiência das Journées duPatrimoine. Criado na França, em 1984, o evento se consolidou por marcar anualmente, em todo o país, um fim de semana de mobilização popular em torno da valorização e da preservação do patrimônio francês. O sucesso foi tanto que a Jornada Francesa expandiu-se para todo o Velho Continente.

Na edição de 2021, em que se comemoram os 50 anos de criação do Iepha-MG e os 25 anos do ICMS Patrimônio Cultural, a Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais escolheu como tema “Caminhos do Patrimônio: contemporaneidade e novos horizontes”. A jornada é promovida a cada dois anos e tem a finalidade de mobilizar municípios, entidades e agentes culturais.

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